Ciclo de Residências Artísticas APEVT

“UM OLHAR SOBRE O LUGAR”

É sempre outra coisa,
sentir o espaço, ouvir o som da Terra ...
Olhar como quem vê,
desenhar e pintar com confiança e sem Medo ...
Parar sem Tempo e pensar como quem sonha,
fazer do Processo a essência da oficina ...
Um lugar com monsteras fabulosas,
um bastante tempo para ESTAR e ...
RA 2023

Foi uma festa pá! … experimentar técnicas e jogos para fornecer inspiração e libertar a imaginação nas explorações plásticas … despertar da sensibilidade estética para desbloquear a criatividade … evidenciar a importância do percurso e processos da obra do artista, como fonte de inspiração para explorações plásticas criativas. Foi “a caneta do poema dissolvida no sentido primacial do poema …  Ou o poema subindo pela caneta, atravessando seu próprio impulso…” HH

O projeto pretendeu criar momentos de experimentação, partilha e imersão em culturas distintas, aproximados aos pressupostos de uma “Residência Artística”. Marcelo Amorim, refere que um programa de residência artística “é praticamente criar uma fresta, um hiato longe da vida quotidiana ou das expectativas de uma atuação profissional.” As residências propostas são espaços formativos, com uma abordagem em que os participantes partem à descoberta de si e do envolvimento para a criação das suas obras artísticas.

Acreditadas formalmente como Curso formação presencial (15 H), destinadas a professores do 1º, 2º, 3º ciclos e secundário (grupos 110, 240, 530, 600), priorizam os seguintes objetivos :

– Proporcionar momentos de experimentação e partilha, para reflexão e busca de inspirações, de diálogo na procura de novas ideias e de abordagens disciplinares relevantes.

– Experienciar a junção da natureza com a arte e as possibilidades da utilização dos meios da própria natureza para a criação  de obras artísticas.

– Observar o meio envolvente, entre outros caminhos de descoberta, desenhando diretamente elementos físicos do tempo e do lugar.

– Reconhecer o poder expressivo do desenho e valorizar cada estilo individual.

– Experimentar  técnicas e jogos para fornecer inspiração e libertar a imaginação nas explorações plásticas criativas.

O programa constitui-se por três Workshops que interagem entre si:

  • ACD 1. “Land Art” – Criação de Obras de arte com utilização dos meios da própria natureza.
  • ACD 2. “Urban Sketchers” – Desenhos, in situ, que contam a história do que nos rodeia.
  • ACD 3. “Atelier d’Artes” – Meios materiais e técnicos de Expressão Visual.

O ciclo de residências realizou-se nos locais previsto, podendo ver aqui pequenos vídeos do ambiente que os envolveu:

Ponta Delgada: Jardim Botânico José do Canto. Rua José do Canto – Ponta Delgada, 9500-076 S. Miguel.

Realizada em 21 e 22 de outubro,  Açores

Porto: HI Porto – Pousada de Juventude. R. de Paulo da Gama 551, 4169-006 Porto.

Realizada em 11 e 12 de novembro, Porto

Funchal: Casa dos Professores – ASSP. Rua de Santa Maria 242, 9060-291 Funchal.

Realizada em 25 e 26 de novembro, Madeira

Na RAM a APEVT teve oportunidade de apresentar este projeto na RTP Regional 

Lisboa: HI Lisboa Parque das Nações – Pousada de Juventude. Rua de Moscavide 71, 1998-011 Lisboa

Realizada em 02 e 03 de dezembro, Lisboa

 

BIO dos artistas convidados

Acácio de Carvalho Vila Nova de Gaia, Fevereiro de 1952. Curso de Artes Plásticas da Escola Superior de Belas Artes do Porto, 1980; Mestrado em Cenografia (Master of Fine Arts in Scene Design 86/88) pela Universidade de Boston, E.U.A.; Diploma de estudos avançados em Media-Arte Digital no Doutoramento da Universidade Aberta e Universidade do Algarve, com a Tese: “Trompe-L’Oeil – Uma Ilusão Teatral”, em fase de entrega; De 1985 a 2009, Professor Adjunto da E.S.E. do Instituto Politécnico do Porto e co-fundador do Curso Superior de Teatro da ESMAE; Entre 1972/82 trabalha como designer gráfico no Jornal de Notícias do Porto. Mantém a actividade na área do Design Gráfico até hoje com a utilização de vários “software”, como “Adobe Indesign”, “Adobe Photoshop”, “Adobe Illustrator”, entre muitos outros. Participa, desde 1965 numa centena produções de Teatro, (Ópera, Dança e Cinema) como actor, encenador e principalmente como cenógrafo. Participação em inúmeras exposições colectivas.

Alexandra Baptista Formada em Artes Plásticas/ Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, é professora de Artes Visuais na Escola Secundária Antero de Quental em Ponta Delgada. Coordena um projeto cultural no âmbito do Plano Nacional das Artes e é fundadora da Associação Largo dos artistas (ala.) por si presidida. Em 2014 participou no primeiro encontro Urbansketchers (USkPAçores) e integrou desde então o grupo organizador. Passou a publicar – regularmente – nos Blogues Pessoal, Regional e Nacional, tornou-se, concomitantemente, anfitriã do (a)Riscar o Património em São Miguel e foi anfitriã nos Açores, da 1ª edição Sketch Tour Portugal , a desenhar com Jenny Adam numa iniciativa dos USkP/ Turismo de Portugal. Esta experiência valeu-lhe um maior envolvimento com o contexto e apropriação espacial que convoca, diariamente, uma visão ampliada das ilhas, em particular de São Miguel, a ilha que adotou como sua.

André Laranjinha (Lisboa, 1977) vive e trabalha na ilha de São Miguel, Açores. É formado em pintura pela FBAUL e divide a sua actividade profissional entre as artes plásticas, o cinema, a ilustração, as artes gráficas e o ensino. É co-fundador do atelier Alice’s House, juntamente com a designer gráfica Júlia Garcia. É sócio fundador das Oficinas de São Miguel – Associação Cultural

Francesco De Aguilar Madrid 1978.Vive e trabalha em Lisboa. Licenciado em Bellas Artes pela Facultad Complutense de Madrid, em 2004.No seu trabalho plástico estabeleceu o desenho como ferramenta direccional, indagando sobre as  suas múltiplas possibilidades. Ilustrador freelancer, desenvolve regularmente trabalhos em diferentes áreas: como storyboard artist,  draftsman e mock up artist para anúncios publicitários, curtas e longas-metragens. Colabora também como ilustrador no atelier de arquitectura paisagista, Studio Miragoli, com sede  em Ibiza (Espanha). É membro do Grupo do Risco desde 2015.

Hélder Folgado Vive e trabalha no Funchal. Formou-se em Escultura e finalizou o grau de mestre na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto.A sua prática artística tem vindo a gravitar em torno da geografia humana e dos mecanismos de transmissão cultural e comunitária, explorando e combinando diferentes meios expressivos como o desenho, a escultura, a instalação e a fotografia. Participou em inúmeras exposições individuais e coletivas a nível regional, nacional e internacional. Lecionou workshops de representação em arquitectura de onde resultaram as exposições colectivas Wax: models and Drawings e Reshaping space throw models no curso de Architecture, Art And Planning, da Un.de Cornell, NY, EUA.Paralelamente à sua prática artística é assistente na PORTA33, Associação do Quebra-Costas, programador cultural e diretor artístico da Capela da Boa Viagem – Núcleo difusor de Arte e Cultura Contemporânea, equipamento cultural da Câmara Municipal do Funchal.

João Decq Nasceu em Almada em 1975. Licenciado em comunicação visual com especialidade em ilustração, meios de impressão tradicionais, pela University of Birmingham (ex. University of Central England), Inglaterra 2002. Obteve diploma de estudos avançados pela Universitat Politècnica de València, Espanha 2008. Trabalhou em Caldas da Rainha, onde lecionou na Escola Superior de Artes e Design – Instituto Politécnico de Leiria, desde o ano 2003 até 2020, com a categoria de equiparado a Assistente, tendo sido responsável pela direção da Oficina Gráfica entre os anos de 2009 e 2014. Vive em São Miguel onde desenvolve a sua atividade plástica e gráfica. Expõe regularmente a sua obra, a nível nacional e internacional desde 1999. Tem o seu trabalho representado em inúmeras coleções de interesse público. A prática regular do desenho e da pintura têm acompanhado a sua atividade letiva e de investigação até ao presente.

Leonor Pêgo Licenciada em Escultura pela FBAUL, vive e trabalha em Cascais. Expõe coletiva e individualmente desde 2002. No seu trajeto artístico debruça-se questões relacionadas com a natureza através do desenho, livro de autor, escultura em metais e Land Art. Está representada com escultura Pública no Montijo, nos Açores, e Ameixial. Lecionou Escultura no ARCO- Centro de arte e comunicação visual. Coordenou, em contexto escolar, o ensino artístico e o projeto pedagógico de Ludobiblioteca em escolas públicas de primeiro ciclo do concelho de Cascais onde fez mediação dos espaços e estruturas lúdicas, biblioteca escolar e implementou sistemas de ensino ao ar livre. Concebe e orienta oficinas pedagógicas com diferentes Instituições públicas e privadas. Concebe e orienta formação para professores no âmbito do ensino ao ar livre e da promoção do contacto da criança com a natureza e o brincar livre. Desde 2019 que dinamiza uma Oficina outdoor para crianças dos 2 aos 12 anos e acompanha um grupo de crianças em ensino doméstico em contexto outdoor. Concebe e orienta formação para professores/educadores no âmbito da Arte Natureza e contextos Outdoor.

 Maria Sassetti Nasceu em Lisboa, em 1986. Tem Atelier em Lisboa. Licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, prosseguiu a sua formação em Londres, no Chelsea College of Art and Design. Desde 2008, participou em várias exposições, em projectos individuais, colectivos e co autorais, desenvolvendo um corpo de trabalho que debate as condições do espaço, as memórias e narrativas dos lugares, repetições, situações efémeras e de tensão, através da instalação de desenho, luz e objectos. É representada pela Galeria Wadström Tönnheim (Espanha e Suécia) e colabora com a Cisterna Galeria (Portugal). Tem obras em várias colecções públicas e privadas, nacionais e internacionais. Fundou, em 2015, o Atelier Contencioso com o qual participa em intervenções de grande escala no espaço público.

 Miguel Sobral Natural de Setúbal, é licenciado em Artes Plásticas. Vive e trabalha na Madeira, local onde exerce, também, atividade nos serviços educativos do Universo de Memórias João Carlos Abreu (Centro Cívico e Cultural de Santa Clara), no Funchal. Integrou o grupo PorventuraTeatro, no qual desempenhou funções de ator e cenógrafo. Colaborou em produções do Teatro Avesso da Associação Avesso e, mais recentemente, da Associação Teatro Experimental do Funchal (ATEF), também como ator. Desenvolve trabalhos de ilustração, dos quais se destacam os realizados para a coletânea de poesia (De)Corrente, editorial Minerva e a obra infantil “O Mundo Azul da Menina Maçã”, de Rosário Antunes, Chiado Editora. Tem participado em projetos artísticos de natureza diversa sendo a pintura e, particularmente, o desenho as áreas mais exploradas. Participou em diferentes exposições a nível regional, nacional e internacional, tendo sido agraciado com vários prémios.

 Rui Soares Nasceu e vive na Madeira. Licenciado em Artes Plásticas/Pintura, pelo Instituto Superior de Arte e Design da Universidade da Madeira. Professor de Educação Visual no 3º Ciclo. Dinamizador dos grupos “Urban Sketchers Portugal-Madeira” e “Walking Gallery Madeira”. Participou em exposições regionais, nacionais e internacionais desde 1976, utilizando diferentes pseudónimos e tendo sido galardoado com alguns prémios.

Pedro Alves Vive em Torres Vedras e é arquitecto e ilustrador. O desenho sempre foi uma paixão constante e desde a faculdade, começou a desenhar o ambiente urbano para fins académicos. Desenha diariamente na e sobre a cidade de Lisboa sem um fim específico, mas como constante evolução e busca de novas formas de estar e de comunicar. Faz parte do CCC Sketchcrawl Torres Vedras e é um dos coordenadores dos Urban Sketchers Oeste. Formador de desenho convidado para o Simpósio dos Urban Sketchers 2018 no Porto. Aguarelista-Sketcher convidado para instrutor de desenho em vários eventos artistico sem Portugal, Espanha, Brasil, Noruega e Letónia. Arquitecto formado em Planeamento Urbano e Territorial pela FA-UTL em 2007. É Ilustrador de Arquitectura na Broadway Malyan Ltd desde 2015

APEVT 2023

 

 

 

APEVT | NEWSLETTER 13

APEVT | NEWSLETTER 13

UM BOM ANO A TODOS OS PROFESSORES

… em especial para os que se batem por uma nova escola, por quem pratica e quer um ensino aprendizagem baseada em metodologias de colaboração e questionamento.

” Queremos alunos competentes, compassivos, conscientes, comprometidos e criativos. Que sejam capazes de construir o seu projeto de vida, é esse o centro do nosso projeto educativo …
Um dos elementos estratégicos é ter grupos de alunos de 50 ou 60, com três professores na aula, de diferentes disciplinas, trabalhando em equipa – não é cada um na sua área…
Aplicamos uma parte da [Teoria] das Inteligências Múltiplas (Howard Gardner, 1985, Harvard), uma parte da aprendizagem baseada em problemas, uma parte do trabalho colaborativo, e fazemos um ecossistema. O nosso modelo baseia-se muito no trabalho interdisciplinar por projetos…”
Pepe Menéndez, diretor adjunto da Fundació Jesuïtes Educació, da Catalunha
Ver mais em:

https://drive.google.com/file/d/1tlYjcQQjZ4T0XRswXtX17YZ87R8DCoFD/view?fbclid=IwAR0I0ehTrPdcvQl6Pzc41kKbw0t5qHt-gmM5ByIk8LIkLJXunxMplN9A874

RUBRICAS DE AVALIAÇÃO

A avaliação das aprendizagens não pode ser um bicho de sete cabeças, burocrático e psicométrico.

Afinal avaliar é um ato espontâneo e constante na nossa vida. Todos temos valores que avaliamos a partir da formulação de critérios que construímos (muitos critérios …), para nós e os outros, através de evidências que observamos e até nivelamos.

A avaliação educativa assemelha-se aquilo que fazemos quotidianamente. Sem feedback de qualidade não há lugar a mudança, daí a importância da avaliação formativa descontraída e descomplicada (uma vez estudada e praticada).

Deixamos um vídeo Como formular juizos de valor? Rubricas de Avaliação , esperamos que vos seja útil!

Há cerca de meio século, escreveu Paulo Freire:
(…)a avaliação educativa não é o ato pelo qual A avalia B. É o ato por meio do qual A e B avaliam juntos uma prática, seu desenvolvimento, os obstáculos encontrados ou os erros e equívocos porventura cometidos. Daí seu caráter dialógico. (…) Neste sentido, em lugar de ser um instrumento de fiscalização, a avaliação é a problematização da própria ação.”

METODOLOGIAS ativas

Aprendizagem baseada em questionamento – Inquiry based learning

Uma das competências que nos é exigida no mundo atual é a capacidade de nos questionarmos e, desta forma, procurarmos contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e interventiva. Em contexto educativo, esta curiosidade, que leva o aluno a questionar-se sobre o que aprende, é fundamental para o seu desenvolvimento cognitivo, devendo ser uma competência treinada na escola.

A aprendizagem baseada em questionamento (inquiry based learning) leva os alunos a questionarem-se não só sobre as aprendizagens feitas nas diferentes áreas curriculares, mas também sobre a sociedade, nas suas várias vertentes. Desta forma, promovendo o desenvolvimento de competências analíticas e de pensamento crítico, os alunos aprendem a refletir e criam o gosto pelo conhecimento, praticando uma cidadania ativa e responsável (Nata, 2010).

O que é aprendizagem baseada em questionamento?

A aprendizagem baseada em questionamento é uma abordagem pedagógica que tem como objetivo ensinar o aluno a questionar-se, isto é, a formular questões em função das respostas que quer obter e do conhecimento que pretende desenvolver (Márquez, Bonil & Pujol, 2005), atribuindo, desta forma, sentido ao que aprende.

Para isso, as questões formuladas em contexto educativo devem ser abertas e de níveis cognitivos mais elevados, para permitirem a análise, síntese e avaliação, de forma a estimular o pensamento crítico dos alunos (Wood & Anderson, 2001). De facto, quando se questiona, o aluno realiza tarefas cognitivas de complexidade distintas, pois recorre a conhecimentos diversos, compara informação, relaciona conceitos, faz previsões e avalia, tirando conclusões.

Como se implementa?

Dadas as características desta metodologia, podem ser apresentadas cinco etapas principais (Pedaste, M. et. al, 2015), que não são necessariamente lineares, pelo que podem variar, de acordo com o contexto e o objetivo pedagógico subjacente à implementação desta abordagem: Orientação, Conceptualização, Investigação, Conclusão, Discussão.

Nas duas primeiras fases, é pedido aos alunos que façam a recolha de informações sobre uma questão, levando-os a pesquisar informação, tomar notas e construir hipóteses. Na fase de investigação, os alunos devem verificar se as respostas encontradas para as hipóteses / questões definidas estão certas. Nas duas últimas fases, os alunos refletem sobre o seu processo de aprendizagem, comparando os resultados obtidos e discutindo-os com outros alunos

Para favorecer este processo, os alunos devem ser levados a[1]:

1 – Colocar questões reais:

O que quero saber sobre este tópico? O que já sei? O que preciso de saber?

2 – Encontrar recursos

Que tipo de recursos me podem ser úteis? Onde os posso encontrar? Como sei que a informação que encontro é válida?

3 – Interpretar a informação

Que informação é relevante para responder à minha questão? Como se relaciona com o que já sei? A informação recolhida levanta novas questões?

4 – Apresentar os resultados

Qual é o aspeto principal da minha resposta? O que mais interessa saber? Como é que se relaciona com o que já sabia? Qual o papel da biblioteca escolar?

Na biblioteca escolar o aluno é levado a assumir-se como cidadão ativo e interveniente, sendo incentivada a sua participação, para que possa aprender a:

– exprimir a sua opinião com clareza; questionar-se; argumentar; ter pontos de vista críticos em relação às situações que o rodeiam.

Dadas as características da biblioteca escolar, a sua ação é tendencialmente promotora de atividades que promovem a implementação de metodologias ativas, nomeadamente o questionamento.

Nesse sentido, num trabalho de articulação com os docentes, poderão ser dinamizadas atividades / projetos que levarão os alunos a apropriarem-se do processo de aprendizagem, pois assumem-se como produtores de conhecimento, isto é estão ativamente envolvidos em todo o processo.

Este tipo de abordagem promove a ação dos alunos que, de forma colaborativa, partilham ideias, defendem ou respondem a outras questões, o que desenvolve a sua capacidade de reflexão e, consequentemente, a metacognição.

2021-06-08 jean-philippe-delberghe-zMoHzV59tSc-uns

[1] Adaptado a partir de https://www.kqed.org/mindshift/32277/the-inquiry-process

Para saber mais, consultar o Flipboard RBE “Metodologias ativas”

CENTRO DE FORMAÇÃO-APEVT

DESEJAMOS A TODOS OS PROFESSORES UM BOM ANO ESCOLAR
Aí está o Plano de Formação para este ano letivo 2023/2024.
Oficial e completo, a maior oferta de sempre – 35 ações para todos os gostos, desenvolvidas em formato presencial e on-line, nas modalidades de curso e oficinas de formação nas áreas e domínios das práticas Pedagógico Didáticas, (C106 didáticas especificas). Este ano com um curso ação – reflexão que designamos Residências Artísticas ( vid. art. “UM OLHAR SOBRE O LUGAR”.

Aceda através da Web. www.apevt.pt  em INSCRIÇÕES nas AÇÕES de FORMAÇÃO 2023/2024, inscreva-se através do preenchimento do Ficha de Inscrição e não se esqueça que a inscrição só é considerada válida após comprovativo de pagamento.

O donativo para cada modalidade de formação é, na generalidade, de:

  • Ações de curta duração 6hrs – WORKSHOPS – Frequência gratuita com certificado: – Associado 5€; Não associado 10€; Professor do agrupamento onde se realiza a ação 7€.
  • Cursos de Formação 15hrs – CURSO – Frequência com certificado: – Associado 25€; Não associado 45€; Professor do agrupamento onde se realiza a ação 35€.
  • Cursos de formação 25hrs – CURSO – Frequência com certificado: – Associado 35€; Não associado 65€; Professor do agrupamento onde se realiza a ação 45€.
  • Oficina de formação 30hrs a 50hrs – OFICINA – Frequência com certificado: – Associado 35€ ou 45€; Não associado 65€ ou 85€; Professor do agrupamento onde se realiza a ação 45€ ou 55€

Aceda no link abaixo e consulte o  Plano Anual de formação Continua de Professores da APEVT:

APEVT – PLANO ANUAL DE FORMAÇÃO CONTÍNUA DE PROFESSORES  2023-2024

“UM OLHAR SOBRE O LUGAR”

 

Residências Artísticas

Este ano letivo 2023/24 Centro de Formação APEVT em parceria com a Faber Castell e o Museu da Carris,  promove, pela primeira vez, um ciclo de “Residências Artísticas” que pretendem proporcionar momentos de experimentação e partilha, espaços formativo articulados com o Projeto Desafios d’Arte (2ª edição), que mantém o foco por um estilo ou movimento artístico – “à maneira de …”, acrescido de uma proposta temática de abordagem “Um olhar sobre o lugar: Eu, o ambiente, a comunidade, o património”,  em que os participantes partem à descoberta de si e do envolvimento para a criação das suas obras artísticas.

O PROGRAMA constitui-se por três Workshops que interagem entre si:
•  “Land Art” – Criação de Obras de arte com utilização dos meios da própria natureza.
• “Urban Sketchers” – Desenhos, in situ, que contam a história do que nos rodeia.
• “Atelier d’Artes” – Materiais e Técnicas – expressividade espontânea de valorização do inconsciente.
Reconhecer e entender os diferentes tipos de propostas e imersão em culturas distintas é um aspeto essencial para projetar uma interação entre produtos tarefas.

“LAND ART” – Criação de Obras de arte que se fundem com o ambiente através de materiais encontrados na natureza.

Objetivos:
– Experienciar a junção da natureza com a arte e as possibilidades da utilização dos meios da própria natureza para a criação de obras artísticas.
– Ensaiar a integração, fusão da natureza e da arte, onde a natureza, além de suporte, faz parte da criação artística.
– Proporcionar a reflexão estética sobre o movimento artístico que desafia as convenções tradicionais da arte, explora o ambiente natural como uma forma de expressão criativa e promove uma conexão (mais) profunda entre o homem e a natureza.

Conteúdos:
– Conceito de “Land Art” como criação de Obras de Arte com imersão na natureza.
– Colheitas inofensivas para a natureza e registo gráfico e captação de imagens.
– “Eu e os sentidos”. Desafios de expressão individual e de interação sensorial.
– Modelação de elementos naturais, “deixar fluir com o barro” acrescentando outros elementos naturais.
– Conformação e construção de elementos da natureza (explorações plásticas bidimensionais e tridimensionais; instalações; assemblage; objetos escultóricos, etc. )
– Exploração do objeto e o que lhe é colateral.

“URBAN SKETCHER” – Desenhos, in situ, que contam a história do que nos rodeia.

Objetivos:
– Observar o meio envolvente, entre outros caminhos de descoberta, desenhando diretamente elementos físicos do tempo e do lugar.
– Distinguir a importância do património artístico, cultural e natural do lugar (em que habita), para a afirmação da sua identidade.
– Reconhecer o poder expressivo do desenho e valorizar cada estilo individual.

Conteúdos:
– Diário Gráfico como instrumento ativador da memória (Le Corbusier; Eduardo Salavisa, etc,).
– Urban Sketchers – a atitude do olhar, do desenhar e do pintar espaços observados (in situ).
– O Desenho e os elementos constituintes da forma e do espaço (perspetiva).
– Os materiais riscadores, de pintura e colagem adequados ao desenho no exterior – experimentação.
– Campos temáticos – Ambiente; Território; Arquitetura, Comunidade, Património, que se constituíam como áreas de abordagem interdisciplinar.


“LBORATÓRIO D’ARTES” – Materiais e Técnicas, expressividade espontânea de valorização do inconsciente.

Objetivos:
– Relevar a importância do inconsciente como fonte de inspiração e o poder expressivo dos materiais e técnicas de expressão.
– Experimentação de técnicas e jogos para fornecer inspiração e libertar a imaginação nas explorações plásticas criativas, livre de controle consciente.
– Despertar da sensibilidade estética para desbloquear a criatividade, contrariando a massificação da imagem ou o estereótipo.

Conteúdos:
– Expressão, comunicação e representação visual – desafios de exploração plástica (suportes, materiais riscadores, tintas, etc.).
– Técnicas acidentais de exploração plástica, com referência ao movimento surrealista.
– Utilização de materiais de expressão e comunicação visual, com referência a obra de artistas.
– Estádios de desenvolvimento gráfico-cognitiva da criança.

As Residências Artísticas  serão realizadas  durante o 1º período, prevendo-se para os dias: 21, 22 de OUT em Ponta Delgada; 11, 12 de NOV no Porto; 25, 26 de NOV no Funchal e 02, 03 de DEZ em  Lisboa, com uma distribuição de horas (15horas) entre sábado (8hrs) e Domingo (7hrs). Inscrições em UM OLHAR SOBRE O LUGAR: Residência Artística (Desafios d’Arte)

 

ORGULHO APEVT

As evidências da execução das atividades do Plano 2022/23

APEVT, este ano letivo investiu em novos projetos que se desenvolveram numa vertente de intervenção educativa, isto é, que mobilizaram  alunos, professores e escolas na procura de soluções para desafios artísticos e de intervenção social. Pretendemos ir muito além da competição saudável, valorizando a partilha do trabalho entre alunos e escolas, o contacto entre os professores e as oportunidades deixadas para debate sobre a valorização e o reconhecimento público da Expressão Plástica e da Educação Artística na escola.

O desenvolvimento destes projetos e concursos envolveram milhares de alunos de todo o território nacional.

Para além deste foco manteve outras atividades, nomeadamente a oferta de formação através do seu Centro de Formação.

 

 

Em jeito de balanço elencamos as evidências na EXECUÇÃO das atividades do Plano 2022/23:

– Aumento continuado de número de associados, (perto de meia centena de novos sócios);

– Aumento de pessoas alcançadas e interações nos meios digitais que a APEVT administra,

contactos e consultas pessoais realizadas (site, páginas face, instagram, email, telemóvel);

– Aumento na organização de projetos com associações e instituições congéneres;

– Aumento na produção de artigos de opinião e realização de colóquios sobre temáticas da área educativa (Aula aberta na ESEV, artigos de opinião no site e newsletter, entre outros);

– Aumento do trabalho colaborativo e do intercâmbio entre a Direção nacional, Formadores,

Dirigentes e Delegações regionais (Metting de quadros, e reuniões dos órgãos sociais, online);

– Aumento da oferta formativa remota de 220 horas, em cerca de 600 horas de formação e 700 formandos abrangidos;

– Maior diversidade de oferta e de modalidades de formação – remota e presencial (3 novas ofertas de cursos online e 3 oficinas presenciais);

– Maior oferta de recursos educativos de apoio às práticas docentes (material formativo e informativo disponibilizado aos professores inscritos nos projetos e concursos – Malas pedagógicas em diferentes formatos);

– Aumento de eventos presenciais de interação com territórios educativos – alunos, professores e encarregados de educação (cerca de 500 participantes presenciais e 280 em streaming)

– Aumento de parcerias com novos projetos de envolvimento das escolas, professores e alunos

(587 escolas envolvidas, 32 757 alunos e 1600 trabalhos submetidos).

– Organização e gestão do “Centro de Recursos Educativo da APEVT”, sedeado na Delegação Regional da Madeira, maximizando o aproveitamento do espólio existente (modelos didáticos,

produtos educativos, materiais motivacionais, etc.) proporcionando o apoio às práticas profissionais dos docentes.

 

 

 

Uma AÇÃO CAUTELAR para EV e ET

Ação Cautelar sobre a gestão curricular da nossa área

A APEVT é confrontada recorrentemente com situações sobre gestão curricular, onde não vê qualquer fundamentação pedagógica e didática das escolas que as tomaram,  prejudicando invariavelmente a nossa área curricular. Eliminar ou descontinuar disciplina(s) pelos anos dos ciclos de estudos são medidas que os professores da área Artística e Tecnológica devem estar preparados para contestar.

As escolas, segundo o Decreto-Lei n.º 55/2018 de 6 de julho, têm como referência as matrizes curriculares e o número de tempos das áreas, podendo atribuir tempos nas diversas disciplinas que integram essas áreas. NÃO PODEM ELIMINAR DISCIPLINAS NEM ALTERAR TEMPO TOTAL DE CADA ÁREA.
A generalidade das escolas gerem autonomamente apenas 25% do currículo, excetuam-se as escolas abrangidas pela Portaria n.º 181/2019, de 11 de junho, isto é, com gestão superior a 25 % das matrizes curriculares base.
A redução do tempo curricular de 100 para 75 ou até 50 minutos na Educação Visual, evidencia uma incompetência dos decisores escolares que ignoram o impacto da falta de formação integral do aluno e no desenvolvimento progressivo das suas aprendizagens.
Muitas destas mudanças não têm qualquer fundamentação pedagógica e didática, nem justificação das vantagem em descontinuar disciplina(s) pelos anos dos ciclos de estudos.
Se a escola, atendendo ao seu contexto educativo e recursos disponíveis, quer privilegiar determinadas disciplinas sem prejudicar a existência de outras, pode recorrer ao “crédito de horas da escola”, como refere o artigo 6.º, ponto 3, do decreto em referência, “… as escolas recorrem à utilização de um conjunto de horas de crédito definidas no despacho previsto no n.º 3 do artigo 5.º”, quer com a oferta de Complemento à Educação Artística, quer da Oferta Complementar.
A redução do tempo curricular de 90 para 45 minutos na Educação Tecnológica – ET, em algumas escolas, ou até a sua substituição por disciplinas que em si mesmas são componentes programáticas de ET, evidencia uma ignorância dos decisores escolares sobre o impacto da falta de formação integral do aluno e no desenvolvimento progressivo das suas aprendizagens.
Muitas destas mudanças não têm qualquer fundamentação pedagógica e didática, nem justificação das vantagem em descontinuar disciplina(s) pelos anos dos ciclos de estudos.
A(s) escola(s) podem, com base na autonomia, flexibilizar os tempos curriculares atribuídos a cada área e usar os crédito de horas da escola satisfazendo as condições para o pleno desempenho das disciplinas, mas acima de tudo o interesse educativo dos alunos.
“… A EDUCAÇÃO VISUAL COMEMORA EXPRESSÕES ARTÍSTICAS ÚNICAS”
EM EV OS ALUNOS
… exploram e comunicam ideias conectando pensamento, imaginação, sentidos e sentimentos.
… transformam as ideias criativas em obras expressivas que comunicam significados.
… aprendem a trabalhar tanto de forma independente como colaborativamente para produzir obras e responder aos contributos de valor dos outros.
… usam o pensamento e a ação criativa e intuitiva, para ver o seu mundo a partir de novas perspectivas.
… desenvolvem a literacia em artes, como criadores capazes de participar, interpretar, valorizar e apreciar as artes ao longo das suas vidas.
” … A EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA É A INTERVENÇÃO DO PROJETO QUE EMPREGA FERRAMENTAS ANALÓGICOS E DIGITAIS”
EM ET OS ALUNOS
…  aprendem a ser desenvolvedores inovadores de produtos e sistemas e consumidores exigentes que vão fazer a diferença no mundo.
… usam  recursos práticos e intelectuais para desenvolver produtos e sistemas (resultados tecnológicos) que ampliam as possibilidades humanas, abordando as necessidades e percebendo oportunidades. Adaptação e inovação estão no coração da prática tecnológica.
… sabem que a  tecnologia nunca é estática, porque é influenciada pelos e nos impactos ligados a condições culturais, éticos, ambientais, políticos e económicos do dia a dia.
… desenvolve um  amplo conhecimento que irá equipá-los a participar na sociedade como cidadãos informados e dar-lhes acesso a carreiras tecnológicas.
… aprendem habilidades práticas que desenvolvem modelos, produtos e sistemas, assim como aprendem sobre a tecnologia como um campo de atividade humana, experimentando e / ou explorando exemplos históricos e contemporâneos da tecnologia a partir de uma variedade de contextos, etc.

HOUVE ESCOLA e Educação Artística

"HÁ quem seja comum, há quem não tenha assunto,
há quem traga mais um, há quem traga um conjunto ..."

Realizaram-se os eventos finais dos projetos desenvolvidos este ano 2022/2023 pela APEVT, em parceria com outras organizações, “Expressões d’Arte & Desenvolvimento – JIC” e “Desafios d’Arte”, faltando ainda realizar a cerimónia final do projeto inteiramente dedicado ao pré-escolar e primeiro ciclo, “Do ponto à Obra d’Arte”. Os resultados quantitativos alcançados até ao momento superam todas as expetativas – 587 escolas envolvidas, 32 757 alunos e 1600 trabalhos submetidos e uma onda gigante de participação nos eventos finais. Qualitativamente podemos fazer alguma análise de conteúdo das próprias obras,  das memórias descritivas e dos conteúdos dos diferentes momentos formativos que integraram os projetos.

 

 

A Educação Artística  (Artes Visuais, Educação Visual e Educação Visual e Tecnológica) foi o foco de todo o trabalho desenvolvido e por isso, o tema central do 8º WEBINAR “Desafio d’Artes na valorização do ensino artístico nas escolas”, para professores, em pleno streaming da Gala Final Desafios d’Arte (pode ver toda a Gala) e com as conferencistas convidadas: Ana Velez (Lisboa, 1982), Carla Cardoso (Setúbal, 1975), Helena Ferreira (Lisboa, 1982) e Luísa Passos (Porto,1979) e a moderadora Carla Pereira.

 

 

Em formato de MESA-REDONDA, com Questões e Respostas decorrente da preparação colaborativa da conferência, das quais destacamos algumas:

QUAL A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO ARTÍSTICA NO SEIO DAS ESCOLAS?

A educação artística é de extrema importância para o desenvolvimento integral dos alunos, pois oferece oportunidades para a exploração da criatividade, da imaginação e do pensamento crítico, habilidades que são fundamentais para o sucesso em diversas áreas da vida. A educação artística ajuda no desenvolvimento cognitivo dos alunos pois, estimula as suas habilidades perceptivas, motoras, emocionais e sociais.

QUAL É O IMPACTO DA EDUCAÇÃO ARTÍSTICA NO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO DOS ALUNOS?

De entre os principais impactos da educação artística no desenvolvimento cognitivo, podemos destacar:

Melhoria da criatividade e imaginação: A educação artística estimula a criatividade e a imaginação dos alunos, permitindo que eles explorem diferentes ideias e soluções para problemas.

Estímulo da capacidade de observação: Através da arte, os alunos aprendem a observar detalhes, formas, cores e texturas, o que contribui para aprimorar a capacidade de observação.

Desenvolvimento da coordenação motora: A prática de atividades artísticas como desenho, pintura e escultura, por exemplo, ajuda no desenvolvimento da coordenação motora fina, o que é importante para diversas atividades cotidianas.

Melhoria da capacidade de comunicação: A educação artística ajuda a desenvolver a capacidade de comunicação dos alunos, pois estimula a expressão visual e verbal, permitindo que eles expressem suas ideias e sentimentos de forma mais clara e precisa.

Estímulo ao pensamento crítico: Através da arte, os alunos são desafiados a pensar de forma crítica e analítica sobre diferentes temas e ideias, o que contribui para o desenvolvimento do pensamento crítico e da capacidade de reflexão.

 

DE QUE FORMA A EDUCAÇÃO ARTÍSTICA PODE SER INCORPORADA NO CURRÍCULO ESCOLAR?

A educação artística pode integrar o currículo escolar de diversas maneiras, dependendo das necessidades e objetivos de cada escola e da faixa etária dos alunos. Algumas sugestões de como a educação artística pode ser incorporada no currículo escolar são:

Incluir disciplinas específicas de arte no currículo, como desenho, pintura, escultura, teatro, música e dança. Essas disciplinas podem ser oferecidas em aulas regulares ou em oficinas extracurriculares.

Introduzir atividades artísticas interdisciplinares, que combinam diferentes disciplinas, como história da arte, literatura, ciências, entre outras. Por exemplo, uma aula de história pode ser complementada com uma atividade de criação de arte inspirada em um período histórico.

Realizar projetos de arte colaborativos entre diferentes disciplinas ou turmas, que geraram a criação de obras de arte coletivas e estimularam a colaboração e a criatividade dos alunos.

Utilizando a arte como uma abordagem de ensino e aprendizagem em outras disciplinas, como matemática e ciências, por exemplo. Através de atividades criativas e lúdicas, os alunos podem aprender conceitos importantes de forma mais significativa e envolvente.

Estimular a proteção e a análise das obras de arte, através de visitas a museus e galerias, debates em sala de aula e leituras sobre artistas e movimentos artísticos. Isso pode ajudar os alunos a desenvolverem uma compreensão mais ampla e crítica sobre a arte e sua relação com a sociedade e a cultura.

 

PODE A ORGANIZAÇÃO DE PROJETOS, EVENTOS E CONCURSOS, DE ÂMBITO LOCAL E NACIONAL, CONTRIBUIR PARA A VALORIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO ARTÍSTICA NAS ESCOLAS?

– A organização de projetos, eventos e concursos de âmbito local e nacional pode ser uma excelente estratégia para promover a educação artística nas escolas. Essas iniciativas podem incentivar os alunos a desenvolverem suas habilidades artísticas, a experimentarem novas técnicas e linguagens, e se engajarem em atividades criativas e colaborativas. Além disso, uma organização de projetos, eventos e concursos pode ter os seguintes benefícios:

Estimular a autoestima e a confiança dos alunos, ao permitir que eles mostrem seus talentos e habilidades para uma audiência maior.

Promova a integração e a troca de experiências entre escolas e alunos de diferentes regiões e culturas, o que pode contribuir para ampliar a visão de mundo e a compreensão da diversidade.

Fomentar o interesse pela arte e pela cultura em geral, através da divulgação de obras e artistas consagrados, bem como de novos talentos e tendências.

Valorizar o trabalho dos professores de arte e dos educadores em geral, ao reconhecer e premiar projetos pedagógicos inovadores e de qualidade.

Contribuir para a formação de um público crítico e consciente em relação à arte e à cultura, capaz de apreciar e interpretar obras de diferentes linguagens e estilos

REALIZAR PROJETOS ARTÍSTICOS COM VISIBILIDADE NA COMUNIDADE DÁ ÊNFASE AOS PRODUTOS, CONTUDO, EM ARTES, AS APRENDIZAGENS DEVEM FOCAR-SE NO PROCESSO ARTÍSTICO. COMO RESOLVER ESTA DICOTOMIA ENTRE PROCESSO E PRODUTO?

A dicotomia entre processo e produto é uma questão importante em educação artística e pode ser resolvida por meio de uma abordagem integrada que valoriza tanto o processo quanto o produto. É possível alcançar um equilíbrio entre a pressão nos resultados e a importância do processo criativo.

Uma maneira de abordar essa questão é reconhecer que o processo criativo é fundamental para a aprendizagem artística. O processo envolve experimentação, descoberta e exploração, e é nesse processo que os alunos desenvolvem a sua habilidade e visão. Ao mesmo tempo, a exposição dos resultados e a visibilidade na comunidade são importantes para promover a confiança e a autoestima dos alunos/artistas, além de permitir que outras pessoas vejam e apreciem seu trabalho.

Uma solução possível é adotar uma abordagem que valorize tanto o processo quanto o produto. Isso pode ser feito por meio de uma avaliação que considera tanto o processo criativo quanto o resultado. Isso significa que o projeto artístico pode ser avaliado com base na qualidade do trabalho produzido e na forma como o processo criativo contribuiu para a realização desse trabalho.

Ao promover uma abordagem integrada que valoriza tanto o processo quanto o produto, os projetos artísticos podem ser mais expressivos. Além disso, essa abordagem pode ajudar a reduzir a dicotomia entre processo e produto e permitir que os artistas se envolvam plenamente no processo criativo enquanto produzem trabalhos de alta qualidade e impacto.

 

 

REALIZAR PROJETOS ARTÍSTICOS COM VISIBILIDADE NA COMUNIDADE E COM A PREMIAÇÃO DE ALUNOS DE VÁRIAS ESCOLAS, DÁ ÊNFASE AOS RESULTADOS. COMO RESOLVER ESTA SITUAÇÃO MOTIVACIONAL QUE SE PODE CENTRAR EXCESSIVAMENTE NO PRODUTO?

Para resolver esta situação em projetos artísticos que envolvem a premiação de alunos de várias escolas, é importante encontrar um equilíbrio entre a ênfase no produto e o foco no processo criativo.

Uma maneira de fazer isso é garantir que o processo criativo seja valorizado e incentivado durante todo o projeto. Os alunos devem ter a oportunidade de explorar ideias e experimentar diferentes técnicas, materiais e abordagens durante o processo de criação. O feedback e a orientação dos professores e mentores também podem ajudar a incentivar o processo criativo.

Além disso, é importante reconhecer que a avaliação do produto final não deve ser o único fator a ser considerado na premiação. É necessário levar em conta o processo criativo, a originalidade e a expressividade dos trabalhos, a capacidade dos alunos de explorar e expressar ideias e sentimentos, bem como a habilidade técnica.

Por fim, é importante lembrar que o processo criativo e o produto final não são mutuamente exclusivos. Ao enfatizar o processo criativo, os alunos podem criar obras de arte únicas e originais que reflitam seu próprio estilo e abordagem. Ao mesmo tempo, essas obras de arte podem ser avaliadas com base em sua qualidade, impacto e originalidade, visibilidade à comunidade e incentivando outros alunos a se envolverem em projetos artísticos.

Existem alternativas à premiação dos alunos como forma de motivá-los em projetos artísticos entre escolas com visibilidade na comunidade. A motivação pode ser alcançada através de diferentes formas, tais como:

Reconhecimento público: além de uma premiação formal, é possível reconhecer publicamente os alunos e suas obras de arte, exibindo as criações em uma exposição ou publicação, ou através de divulgação na mídia ou em redes sociais.

Feedback construtivo: os alunos podem receber feedback construtivo de professores e mentores que auxiliam no projeto artístico, permitindo que eles possam aprender e crescer em suas habilidades.

Colaboração e trabalho em equipe: o trabalho em equipe pode ser valorizado e incentivado durante o projeto, permitindo que os alunos trabalhem juntos para criar algo especial e significativo. Isso pode ajudar a motivar os alunos a se dedicarem e a aprenderem uns com os outros.

Reconhecimento interno da escola: a escola pode realizar uma cerimônia interna de reconhecimento dos alunos participantes do projeto, destacando suas habilidades e trabalho árduo.

– Incentivos alternativos: a escola pode criar incentivos alternativos, como visitas a museus ou oficinas de arte, para motivar os alunos a se envolverem em projetos artísticos.

 

O TRABALHO DE PROJETO COM IMPLICAÇÕES NA COMUNIDADE E NO PATRIMÓNIO LOCAL E GLOBAL É UMA DAS ABORDAGENS DA EDUCAÇÃO VISUAL QUE MELHOR PROPORCIONA O CONHECIMENTO DA LINGUAGEM VISUAL?

O trabalho de projeto com motivação na comunidade e no patrimônio local e global pode ser uma das abordagens mais eficazes na educação visual para fornecer o conhecimento da linguagem visual. Isso ocorre porque, o trabalho de projeto envolve uma abordagem prática e intencional que permite aos alunos explorarem e aplicarem conceitos visuais em contextos do mundo real.

Ao projetar e criar trabalhos visuais que abordam questões da comunidade e do patrimônio, os alunos são incentivados a pensar criticamente sobre o mundo ao seu redor e desenvolvem habilidades de pesquisa, planeamento e solução de problemas. Além disso, esse tipo de abordagem também pode ajudar a incentivar a participação cívica e a compreensão das questões sociais e culturais.

Assim, o trabalho de projeto com coordenação na comunidade e no património local e global pode ser uma das abordagens mais eficazes na educação visual para fornecer o conhecimento da linguagem visual.

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1.Ana Velez – Artista plástica. Colabora com a Cisterna Galeria (Lisboa) e a Wadström Tönnheim Gallery, (Marbella, Espanha e Malmo, Suécia). Vive entre Lisboa e Madrid. Licenciada e Mestre em Pintura pela Universidade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Co-fundou em 2015 o Atelier Contencioso . Está representada em várias colecções privadas e públicas.

2. Carla Cardoso – Licenciada em Ensino de Educação Visual e Tecnológica (1999) e Mestre em Ensino de Educação Visual e Tecnológica (2010) pela Escola Superior de Educação de Setúbal. Atualmente, é professora do 2ºciclo no Agrupamento de Escolas Ordem de Santiago, sendo também formadora de professores na área da Educação Artística e Tecnológica.

3. Helena Ferreira – Artista Plástica, investigadora e docente no Ensino Secundário e no Ensino Superior. É licenciada em Escultura e doutorada em Arte e Multimédia pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, tendo sido bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

4. Luísa Passos – Bacharel em Escultura e Licenciada em Artes Plásticas pela ESAD das Caldas da Rainha, especializou-se em ilustração científica e desenho de campo pelo Museu Nacional de História Natural e da Ciência. Colabora na divulgação e promoção do projecto ‘Germinar um Banco de Sementes’. É membro do ‘Grupo do Risco’ desde 2015.

Moderadora: Carla Pereira – Licenciada em Ensino de Educação Visual e Tecnológica, Mestre em Educação Artística e Doutorada em Educação, na especialidade Formação de Professores, tema Educação Artística. Atualmente, é professora do 2ºciclo no Agrupamento de Escolas de Carnaxide sendo também formadora de professores na área da Educação Artística e Tecnológica.

APEVT (CG)

 EDUCAÇÃO PARA QUÊ?

“O aprender a conhecer, o aprender a fazer, o aprender a viver juntos e a viver com os outros e o aprender a ser constituem elementos que devem ser vistos nas suas diversas relações e implicações. Isto mesmo obriga a colocar a educação durante toda a vida no coração da sociedade – pela compreensão das múltiplas tensões que condicionam a evolução humana. O global e o local, o universal e o singular, a tradição e a modernidade, o curto e o longo prazos, a concorrência e a igual consideração e respeito por todos, a rotina e o progresso, as ideias e a realidade – tudo nos obriga à recusa de receitas ou da rigidez e a um apelo a pensar e a criar um destino comum humanamente emancipador.
As humanidades hoje têm de ligar educação, cultura e ciência, saber e saber fazer. O processo da criação e da inovação tem de ser visto relativamente ao poeta, ao artista, ao artesão, ao cientista, ao desportista, ao técnico – em suma à pessoa concreta que todos somos.” In Perfil do Aluno.
– Educação para a formação integral da pessoa humana – De acordo com Paulo Freire, a educação deve visar a formação integral da pessoa humana, com um olhar crítico sobre a realidade e a busca pela transformação social.
– Educação para a cidadania global – Segundo Jacques Delors, a educação deve ter como objetivo formar cidadãos globais capazes de compreender as complexidades do mundo e atuar de forma responsável e solidária.
– Educação inclusiva – A educação deve ser inclusiva, garantindo a todos o acesso ao conhecimento, independentemente de sua origem, gênero, raça ou condição social. Este é um princípio defendido por diversos autores, como Maria Teresa Eglér Mantoan.
– Educação para a diversidade – A diversidade é uma realidade presente em todas as sociedades, e a educação deve ter como objetivo formar pessoas capazes de respeitar e conviver com as diferenças. Este é um princípio defendido por autores como Boaventura de Sousa Santos.
– Educação para o desenvolvimento sustentável – A educação deve contribuir para a construção de uma sociedade sustentável, capaz de conciliar o desenvolvimento econômico, social e ambiental. Este é um princípio defendido, entre outros, pela UNESCO.
– Educação para a criatividade e a inovação – A educação deve estimular a criatividade e a inovação, capacitando as pessoas para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo. Este é um princípio defendido por Ken Robinson.
– Educação para a autonomia – A educação deve capacitar as pessoas para serem autônomas, críticas e reflexivas, capazes de tomar decisões e agir de forma consciente e responsável. Este é um princípio defendido por Paulo Freire.
– Educação para a aprendizagem ao longo da vida – A educação deve ser vista como um processo contínuo ao longo da vida, que envolve aprendizagem formal, informal e não-formal. Este é um princípio defendido por diversos autores, como Philip Altbach.
– Educação para a digitalização – A educação deve estar preparada para enfrentar os desafios da digitalização e da tecnologia, garantindo que as pessoas tenham as habilidades necessárias para lidar com essas mudanças. Este é um princípio defendido por autores como Yuhyun Park.
– Educação para a transformação social – A educação deve ter como objetivo contribuir para a transformação social, visando a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Este é um princípio defendido por Paulo Freire, entre outros.” In José Matias Alves