Reorganização dos ciclos de estudo da escolaridade obrigatória

 

A questão da necessária reorganização dos ciclos de estudo voltaram à discussão publica, quer a propósito das propostas eleitorais dos partidos políticos, quer pelo relatório anual do CNE, do qual destacamos alguns aspetos. Contudo, vale a pena afirmar que a inevitabilidade deste reajustamento já se coloca desde do alargamento da escolaridade de nove para doze anos.   Esta medida, altera o papel dos ciclos de estudo, procede à organização curricular  de disciplinas para áreas pluridisciplinares  e vice-versa, assim como, remete a componente vocacional e profissional para ciclos terminais.

Para os professores importa particularmente como será feita esta transição de raiz pedagógica para evitar que se transforme numa mera medida economicista, nomeadamente com a alteração do regime de docência e mesmo com o fim ou fusão de algumas disciplinas.

Cenários possíveis de (re)organização do 2ºciclo (fonte relatório do CNE2024)

Nas publicações do CNE, anteriormente referidas, face à questão, o que fazer com o 2º ciclo? são indicadas algumas possibilidades:

  • a criação de um ciclo único através da integração do 1º e 2º ciclos;
  • a divisão do 2º ciclo, associando um ano ao 1º ciclo e um ano ao atual 2º ciclo, ou através da associação do 2º com o 3º ciclo.

A primeira hipótese, integração do 1º e 2º ciclo, é aquela que parece reunir maior consenso, na medida em que se considera que “seria benéfico para a educação das nossas crianças a progressiva integração do atual 2º ciclo do ensino básico no espírito e cultura curriculares do 1º ciclo, criando-se desta forma uma educação primária, primeira, de seis anos” (Pedrosa, 2009, p. 20), do mesmo modo que uma “proposta de educação integrada dos 0 aos 12 poderá propiciar uma sequência progressiva, mais coerente com os processos culturais infantis e mais articulada com as formas de aprendizagem das crianças, formadas em boa medida no nível imediatamente anterior” (Sarmento, 2009).

Também o Conselho das Escolas, em 2010, propôs que o atual 1º ciclo passasse a ser designado por ensino primário (com a duração de 4 anos) e que o atual 2º ciclo, um enclave no ensino básico fizesse parte do ensino secundário geral, com a duração de 4 anos e que passaria a integrar o 5º, 6º, 7º e 8º anos de escolaridade. O 9º, 10º, 11º e 12º anos passariam a integrar o ensino secundário superior.

De entre os cenários apresentados, e à semelhança do que acontece noutros países europeus em que a educação básica tem um ciclo inicial, primary, destinado a alunos dos 6 aos 12 anos, a integração dos atuais 1º e o 2º ciclos num ciclo inicial do ensino básico, permitiria modos de trabalho mais articulados, mais coerentes e mais consistentes e que possam garantir a todos os alunos o desenvolvimento efetivo de literacias múltiplas (leitura, escrita, numeracia, utilização das tecnologias de informação e comunicação), as quais são consideradas como alicerces para aprender e continuar a aprender ao longo da vida como, aliás, se prevê no PASEO.

Posteriormente ao 6º ano poderemos ter diferentes cenários, de entre os quais destacamos aquele que eventualmente mais se aproxima da realidade que existe em Portugal e que acontece na maioria dos países europeus: a existência de um ciclo de três anos que é conceitualizado como sendo um ciclo terminal da educação básica, muitas vezes designado por lower secondary (no caso português corresponde ao 7º, 8º e 9º ano) e um ciclo de três anos de natureza estritamente secundária que conclui a escolaridade obrigatória e muitas vezes designado como upper secondary (10º, 11º e 12º ano).

Uma outra possibilidade é considerar o lower secondary como o início da educação secundária o que, de acordo com muitos estudiosos e investigadores, tem vantagens. Na verdade, considerar o lower secondary como “terminal” do ensino básico é bastante diferente de o tornar o início do secundário. Neste último caso, parece desenvolver-se um ambiente mais favorável ao desenvolvimento das aprendizagens dos alunos que lhes facilitam a conclusão de um percurso de escolaridade obrigatória que seja mais coeso e faça mais sentido face aos projetos pessoais de cada aluno.

Sendo verdade que a mudança, qualquer que ela seja, depende muito mais da forma como as pessoas desejam e se apropriam dessa mudança do que tudo o que lhe possa ser exterior, também é verdade que as políticas potenciam ou condicionam essa mudança. As questões de forma serão certamente mais fáceis de equacionar e resolver, porque são mais claras as transformações necessárias. Por exemplo, relativamente à gestão de recursos face aos grupos de recrutamento existentes no atual 1º e 2º ciclos, um cenário possível seria o sistema evoluir para um único grupo de docência, no ensino primário (primary education), após um período de transição que teria de ser organizado e preparado com apoios específicos ao nível da formação dos professores. Uma outra possibilidade passaria pela criação de equipas pedagógicas, com um número reduzido de professores, que pudessem acompanhar os alunos durante todo o percurso escolar dos 6 aos 12 anos, independentemente do grupo de recrutamento a que estão afetos, ou seja, o regime de monodocência evoluiria para um regime de pluridocência que assegurasse uma gestão curricular articulada, transversal e assente no trabalho colaborativo.

A este propósito importa referir que muitos docentes que estão atualmente no sistema educativo, e independentemente de estarem a lecionar no 1º ou no 2º ciclo, têm qualificação profissional para ambos, do mesmo modo que alguns docentes do 2º ciclo têm habilitação para o 3º ciclo e secundário, ou seja, é importante apostar em processos de gestão que favoreçam condições para que as escolas, num quadro de autonomia efetiva, possam gerir e rendibilizar os recursos disponíveis numa lógica de continuidade pedagógica do trabalho com os alunos. Simultaneamente, os modelos de formação inicial e contínua dos professores devem ser repensados perante os desafios decorrentes da política educativa vigente.

 

Desafios…

Como é possível responder a estes desafios?

  • Resolver o enclave do 2º ciclo implica alterar a LBSE e reestruturar o sistema educativo, conferindo-lhe mais consistência e coerência face às políticas educativas vigentes, em termos de currículo, pedagogia e avaliação.
  • Redefinir e redimensionar os grupos de recrutamento existentes, assegurando as condições de transição inerentes à reestruturação do ensino básico, nomeadamente através de processos de formação contextualizada.
  • Reestruturar modelos de formação inicial e contínua que permitam melhorar práticas curriculares, pedagógicas e avaliativas necessárias para o desenvolvimento de contextos educativos dinâmicos, articulados, sequenciais e facilitadores da qualidade dos processos de ensino e aprendizagem, ao longo da escolaridade obrigatória.
  • Reconfigurar o regime de monodocência e de pluridocência existentes, adaptando-os a um período de escolarização mais prolongado (dos 6 aos 12 anos), nomeadamente, através de equipas multidisciplinares mais reduzidas e constituídas por docentes de áreas temáticas (exemplo: artes, línguas e humanidade, ciências e tecnologia, saúde e desporto).
  • Reforçar a autonomia da escola na implementação das políticas educativas, em particular ao nível da gestão de recursos humanos e da reorganização pedagógica, que possibilitem o desenvolvimento de uma ética do cuidado, do bem-estar e da melhoria da relação pedagógica.
  • Reorganizar espaços escolares e repensar a tipologia dos edifícios.

INOVAÇÃO | Participação de qualidade

AGRADECIMENTOS

O Conselho Nacional de Educação agradece a todos quantos deram o seu contributo para a presente publicação, a título individual ou institucional,
designadamente: aos biografados …  às equipas de direção, ao pessoal docente e não docente, aos alunos, encarregados de educação, coordenadores das estruturas de gestão intermédia e presidentes dos conselhos gerais; aos presidentes, comissários ou coordenadores do Plano Nacional de Leitura (PNL), da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), do Plano Nacional das Artes (PNA), da Associação Portuguesa de Educação Musical (APEM), da Associação Portuguesa de Educação em Ciências (APEduC), da
Associação Cantar Mais (ACM), da Associação Nacional de Professores de Educação Visual e Tecnológica (APEVT), do Nuclio – Núcleo Interactivo de Astronomia (NUCLIO) e da Associação Ludus. A todos agradece-se o compromisso, o empenho e o diálogo mantidos com o CNE, nas diferentes etapas do processo, o que permitiu chegar à primeira publicação do projeto DICA: Divulgar, Inovar, Colaborar, Aprender – 2023.

in Publicação DICA 

 

AS POTENCIALIDADES DOS INSETOS NOS ECOSSISTEMAS, UMA EXPERIÊNCIA DE INOVAÇÃO PEDAGÓGICA

Isabel Lucas e Sandra Freitas (APEVT)

As potencialidades dos insetos nos ecossistemas é um Projeto Interdisciplinar que tem a sua origem no ano letivo de 2022-
2023, na Escola Secundária de Francisco Franco (ESFF), na
Cidade do Funchal, na Ilha da Madeira. Este projeto resulta
de uma ideia embrionária de articulação de conhecimentos e
práticas metodológicas, oriundas de três áreas curriculares
distintas, as Ciências Sociais e Humanas, as Artes Visuais e
as Ciências e Tecnologias. Nasce de uma articulação mais
precisa entre o Projeto LIS – Laboratório de Investigação
Social, dinamizado na disciplina de Sociologia, de Desenho A
e o Clube de Física e Química da ESFF, que se complementam
em dinâmicas de trabalho colaborativo, com as salas de aulas
abertas para receber e partilhar conhecimento e experiências
a intensão de explorar as potencialidades dos insetos nos
ecossistemas. Este grupo interdisciplinar, predisposto a
trabalhar as temáticas da Cidadania e Desenvolvimento,
conseguiu, em contexto de sala de aula, com os alunos, produzir
o pigmento natural, extraído do inseto, Dactylopius coccus, mais
conhecido por cochonilha, obtendo dessa extração, as cores
que variam do preto ao vermelho, para as disponibilizarem aos
alunos das turmas de Artes Visuais, tendo sempre presentes as
questões da consciência ambiental, social e cívica.

Palavras-chave
Artes visuais; Interdisciplinaridade; Sustentabilidade

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PLANO FORMAÇÃO APEVT 2023/24 – ESGOTADO

Apesar do Plano Formação Contínua de Professores da APEVT para 2023/24 ainda estar em curso e existirem ações de formação programadas até o mês de maio, nesta data, já se encontram todas as ações/turmas completas.
A grande procura das formações do Centro de Formação da APEVT e a sua capacidade de oferta competente, a custos reduzidos, em diversas modalidades e formatos, com a cobertura do território nacional  é uma realidade incontornável.
Neste sentido, queremos deixar claro que, apesar das incertezas que se avizinham, continuaremos a satisfazer as necessidades formativas dos professores, com a principal preocupação do aperfeiçoamento das  práticas e competências nos domínios de desempenho do ensino da expressão plástica, da educação visual, da educação tecnológica, das artes visuais e do desenho.
Estejam pois, atentos ao nosso Plano Formação para 2024/25, neste mesmo site.

NEWS LETTER 14

LEIA o NEWS LETTER  número 14 da  APEVT com o seguinte índice:
• Centro Formação APEVT e o Plano do segundo semestre;
• Como foi o ciclo das Residências Artísticas;
• Os Projetos em curso. Webinars e Cerimónias de premiação;
• Sugestões para consulta na WEB.
Não deixe de PREENCHER o QUESTIONÁRIO
“Pela Dignificação da Área Artística e Tecnológica”

 

DIGNIFICAÇÃO DA ÁREA ARTÍSTICA E TECNOLÓGICA

 

Manifesto APEVT e o novo ciclo político.

Tendo em vista  a elaboração de um MANIFESTO pela dignificação das Artes Visuais, da Educação Visual e Tecnológica, da Educação Visual  e do Desenho nos currículos escolares, a APEVT  lança um INQUÉRITO aos seus associados e professores desta área. Este inquérito tem em vista fundamentar algumas das questões que a APEVT considera primordiais, perante decisões nefastas e disfuncionais de gestão curricular verificadas no universo escolar com repercussões na organização e gestão das aprendizagens dos alunos e no desempenho profissional dos professores. As respostas a estas questões, uma vez analisadas, constituem base reivindicativa para a melhoria das condições profissionais e de uma oferta pública de qualidade do ensino das artes e da tecnologia na escolaridade obrigatória.

Entre as questões que nos preocupam e que farão por certo, parte do manifesto tendo em vista o novo ciclo político que se avizinha, merecem destaque:

– Orientações Curriculares como referencial para a prática dos professores (Perfil do Aluno – PASEO e Aprendizagens Essenciais – AE) Entre 2017 e 2021 coexistiram como Orientações Curriculares as Metas Curriculares e as Aprendizagens Essenciais, dois modelos de ensino antagónicos (foco no produto e na matéria VS foco no processo e na ação). Esta situação levou a que as Metas Curriculares tivessem preponderância em detrimento das Aprendizagens Essenciais. Permanece a dúvida se, sobre o “grande chapéu” do PASEO, as AE devem ser organizadas em domínios do processo artístico, tal como estão, ou nos diferentes conteúdos estruturantes das disciplinas (p. ex. Comunicação Visual, Elementos da Forma, Percepção do Espaço, Meios de Expressão e transformação, etc.).

– Distribuição de serviço docente e lecionação das disciplinas A questão hoje tem novamente pertinência, uma vez que a gestão possível do currículo pode favorecer ou prejudicar a lecionação em conjunto das duas disciplinas (ou componentes da EVT). O que se verifica é a aceitação por parte de alguns professores da lecionação apenas a uma delas, o que prejudica o espírito de integração de EVT e a própria distribuição do serviço docente (maior número de turmas atribuídas ao professor). Também, a moda digital tem retirado tempos às disciplinas, assim como a falta de empatia com a ET por parte de muitos professores, assim como a criação de disciplinas designadas Artística …

– Gestão curricular  e a área artística e tecnológica no currículo As matrizes curriculares base estão organizados por componentes curriculares em Áreas Disciplinares (Línguas e Estudos Sociais/Ciências Exatas/Área Artística e Tecnológica) e Disciplinas.  As matrizes propõem a carga horária semanal para cada componente curricular (Área Disciplinar e Disciplinas). A carga horária das áreas disciplinares e disciplinas constitui um valor de referência, a gerir por cada escola, através da redistribuição dos tempos fixados nas matrizes, fundamentada na necessidade de encontrar as respostas pedagogicamente adequadas ao contexto da sua comunidade educativa. Isto significa que se pode distribuir os tempos  curriculares das áreas pelas disciplinas sem alterar ou subtrair tempos totais de cada área, nem suprimir disciplinas, desde que todas as alterações sejam fundamentos em termos científico pedagógico e não por interesses difusos.

– A lecionação em aulas especificas na área  artística e tecnológica nas escolas. Algumas escolas colocaram as  disciplinas em salas de aula residentes de cada turma, com o argumento de insuficiência de funcionários. A APEVT, já no contexto da pandemia, tomou a iniciativa de fazer chegar  às escolas e aos professores recomendações que assegurassem as aulas  práticas nos espaços específicos – salas oficina de EV e ET. Não se pode aceitar que em algumas escolas,  muitas com excelentes espaços e equipamentos,   não se proporcione aos alunos aprendizagens ativas em salas adequados com condições especificas à área artística e tecnológica.

No atual contexto político social, estas e outras questões merecem a nossa redobrada atenção.  Há setores da sociedade que o pensamento sobre o currículo não evoluiu: avaliar é fazer exames, ensinar é ter programas que só se cumprem pagando explicações, disciplina intui-se que seja expulsar alunos do sistema. Acentua-se  o desprezo por áreas como as ciências experimentais, as tecnologias, as artes ou a educação física e que, embora, o atual currículo  dê destaque ao conhecimento disciplinar aliado ao desenvolvimento de competências essenciais como o raciocínio, a resolução de problemas, o pensamento crítico, a criatividade, a autonomia ou a sensibilidade estética, etc. No essencial, é preciso defender e aprofundar foco na promoção do sucesso, mais autonomia e melhor gestão para as escolas, reforçar os meios materiais e humanos à disposição das escolas, reforçar a aposta na formação de professores e no rejuvenescimento da classe docente e da sua dignificação.

Neste sentido, agradecemos a resposta ao questionário (LINK em baixo) que, legitimará a nossa posição no futuro e  fortalecerá o património de reflexão e capacidade de intervenção na concretização e defesa da qualidade do ensino da área artística e tecnológica da escolaridade obrigatória.

LINK Questionário:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSezpl-XR5yTon4-q5E5ksrcBNSjtR9k0mXZ-SIQaWvztLpYAg/viewform?fbclid=IwAR0Jq00RpMQT0_RzG4GeHYC_GJKhqHw4ykw07-uSa20p9eADCSJw5dagvwk

 

 

 

 

 

MTEP I – Materiais e Técnicas de Expressão Plástica

MTEP de novo e em força!

MTEP I – Materiais e Técnicas de Expressão Plástica é um curso de formação, acreditado desde 2010 pelo Centro de Formação APEVT, agora na sua verão 2.0

Ao prover competências para que os professores promovam o desenvolvimento adequado e equilibrado aos seus alunos, esta formação, pretende evidenciar os principais aspetos psicopedagógicos da evolução gráfica da criança, de modo que este seja um potenciador da sua expressão artística, através do desenvolvimento da percepção visual, da discriminação das formas e das cores, como educação do olhar e do ver. O curso é estruturado em três etapas com desafios/propostas que permitem experimentar sensações, sentimentos e ideias que se tornam formas visíveis e palpáveis, através de uma variedade de materiais que suscitam o domínio expressivo da técnica.

 

Pretende-se que esta ação de formação sedimente o papel do professor como um fazedor de um Caderno de Artista – portfólio, preciosa ferramenta didática, assim como um observador consciente das várias abordagens que se podem considerar na área artística. Barragán e González (2004) definem cinco modelos de ensino aprendizagem que têm sido aplicados na expressão plástica e visual.

Modelo de alfabetização visual

 

  • Baseia-se no modelo tradicional de ensino das artes, dando especial atenção ao Desenho como disciplina de representação gráfica do mundo visível, como instrumento de projeção gráfica e de ensino das diversas técnicas e procedimentos artísticos
Modelo auto expressivo
  • Educação artística como expressão livre. Não há regras ou diretrizes para aprender, já que o professor não tem uma função decisiva e orientadora. A criança aprende ao seu próprio ritmo, com base na ideia de expressão espontânea que alguns artistas plásticos desenvolveram nas vanguardas artísticas do século XX;
Modelo narrativo
  • O professor deve ensinar os elementos formais da comunicação visual (ponto, linha, plano, …) e a sua sintaxe (leis de composição) como conteúdos fundamentais para a aprendizagem.
Modelo disciplinar
  • Uma tendência  que se foca em sistematizar o ensino da Educação Artística  cujo principal objetivo era o de promover experiências nas quais os alunos pudessem refletir sobre as artes. Organiza-se com base em quatro disciplinas básicas em Arte: estética, crítica de arte, história da arte e produção no ateliê.
F. Modelo produtivo
  • Para a compreensão da cultura visual que é, talvez, a última tendência na educação artística, é um modelo que faz apologia às abordagens interdisciplinares. O propósito não é ler uma imagem, mas sim compreendê-la criticamente. A interpretação das imagens e artefatos muda em função do contexto a partir da qual é observada, daí que devam ser interpretados e compreendidos nos seus contextos históricos, sociais e político.

      

      

A proposta final de um Painel Mural coletivo com uma abordagem a métodos surrealistas, que favorecem o inconsciente como fonte de inspiração, considera a percepção e a expressão visual  elementos fundamentais no desenvolvimento  e estruturação de projetos que desenvolvam explorações plásticas visuais que integrem domínios técnicos, que suscitem uma pluralidade conceitos, processos, instrumentos e linguagens.

Neste contexto, no mês de fevereiro, em Ponta Delgada, vamos testar  esta ação renovada que será oferta de formação no próximo semestre 2024/2025.

 

EDUCAÇÃO ARTÍSTICA: um projeto integrador

A integração curricular das Artes Visuais e da Expressão Dramática/Teatro através do trabalho colaborativo entre docentes e a criação de recursos didáticos que atuem como indutores e facilitadores destas práticas artísticas é a base conceptual do projeto “EXPRESSÃO DRAMÁTICA / TEATRO – refletindo e criando colaborativamente”. Trata-se de um projeto, espaço aberto à experimentação, que favorece indubitavelmente  o desenvolvimento da comunicação e expressão oral e escrita, da resolução de problemas, da imaginação, da criatividade e da sensibilidade estética.

Foi criado no âmbito do estudo e investigação que está a ser desenvolvida no Mestrado em Educação Artística – especialização em Teatro na Educação, da Escola Superior de Educação de Lisboa, do Instituto Politécnico de Lisboa. Procura perceber as conceções dos professores, particularizando os do 1º ciclo do ensino básico, relativamente à Expressão Dramática/Teatro em contexto educativo e a influência que pode exercer a formação e o trabalho colaborativo, entre professores, na mudança de práticas pedagógicas.

Um projeto de ação reflexão que é um feliz encontro entre os professores do 1º ciclo o Agrupamento de Escolas de Linda-a-Velha e Queijas, o Centro de Formação da APEVT, que acreditou a Oficina de Formação e o Município de Oeiras como entidade promotora.

 

O site/portfolio de atividades no âmbito da oficina  tem como propósito apresentar todo o trabalho desenvolvido tanto nas sessões de formação presencial como na formação autónoma em sala de aula.

Esperamos que seja uma fonte de inspiração para novos projetos. 

PLANO FORMAÇÃO 2.ºSEMESTRE

JÁ SE ENCONTRAM ABERTAS INSCRIÇÕES (página inicial deste site)

O Centro de Formação da APEVT lança neste final de ano civil o seu Plano de Formação 2º semestre que decorre do Plano Anual para 2023/2024.

Com a oferta de vinte (20) novas ações de formação a desenvolver até julho de 2024 o Centro de Formação totalizará trinta e duas (32) ações de formação.

Para além dos cursos on-line, os cursos e oficinas presenciais decorrerão em todo o território nacional (continente e ilhas).

    

Para saber mais pode visualizar a oferta de todas ações AQUI

 

DESAFIOS D’ARTE

1º MOMENTO ON-LINE

A equipa organizadora dos Desafios d’Arte já se encontra a preparar todos os momentos formativos do projeto para este ano. O  primeiro momento on-line teve lugar no dia 21 novembro, das 18.30hrs às 20.300hrs, com a temática  “Conceito e Finalidades dos Desafios d’Arte”.   

Estiveram presentes cerca de 180 professores numa sessão que não se reteve apenas nos procedimentos concursais, mas, pelo contrario, se focou nas abordagens pedagógicas e didáticas que o projeto suscita e que poderá visualizar através da apresentação realizada.

Os professores inscritos que não puderam participar na videoconferência podem fazê-lo indo ao site do projeto .

Prevê-se, entre Janeiro e Março do próximo ano, realizar momentos formativos com temáticas marcadamente cientifico pedagógicas, de apoio ao trabalho dos cerca de setecentos professores inscritos no projeto.

 

SER CID@D@O | Jornal escolar digital

NOVO PROJETO
Num tempo de guerras, é absolutamente necessário desenvolver nos nossos alunos as competências para a cidadania, tolerância, liberdade e direitos humanos.
Neste contexto e atendendo aos dois eventos comemorativos neste ano letivo:
                                              – 75 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e
                                              – 50 anos da Revolução de 25 de Abril de 1974,
surge mais um desafio em  parceria entre  o Instituto Multimédia – IM, a Associação de Professores de Educação Visual e Tecnológica – APEVT, a Associação de professores de Português – APP, a Rede de Bibliotecas Escolares – RBE e a CONFAP.
“SER CID@D@O | Jornal escolar digital”, que pretende proporcionar uma experiência estimulante na coprodução de um jornal escolar digital.
Os trabalhos/conteúdos apresentam-se através de  textos, ilustrações, fotos ou vídeos em suporte digital, em formato de mensagens, entrevistas, pequenas histórias, imagens, ilustrações, fotos, com exemplos de cidadania ativa, testemunhos sobre vivências sociais anteriores e posteriores ao 25 de abril de 1974, os ideais dos Direitos Humanos, etc. Estes trabalhos, devem ser submetidos por equipa, em PDF, versões em slide show mais recentes do Office, no formato MPEG-4 e na resolução com o máximo de 1080p (Full HD), entre 3 e 5 minutos, até ao dia 08 de março de 2024, utilizando, para tal,  o formulário de submissão .
Os trabalhos submetidos integrarão a 1ª edição do jornal escolar digital SER CID@D@O, produzido por uma equipa editorial, na plataforma WordPress, constituída por elementos da entidade organizadora e que será difundido durante o mês de abril de 2024. 
De entre a totalidade dos trabalhos submetidos, serão atribuídos prémios para os melhores trabalhos em texto, ilustração, fotografia, vídeo e conteúdo multimédia.
A equipa editorial será composta por um editor executivo, proposto pelo IM e supervisores propostos pelos diferentes parceiros para análise icónica e textual dos trabalhos.
Consulta o Regulamento  e inscreve uma(s) equipa(s) de alunos, em: https://forms.gle/xVqNsM1YRHqrd7P57