O ensino artístico democratizado da nossa escola pública.


 

De vez em quando, os meios de comunicação social apontam os holofotes noticiosos para as artes, nomeadamente para as áreas artísticas lecionada na escola pública. Apesar de ser melhor ser falado do que passar ao esquecimento, temos de fazer uma crítica a este trabalho jornalístico. Falar de ensino artístico em Portugal é muito mais do que falar apenas do pré-escolar ou do primeiro ciclo do EB. Como referenciado na mesma reportagem, a escolaridade obrigatória de 12 anos exige um maior rigor na informação, bem como uma amostragem maior e mais diversificada de experiências e vivências das nossas escolas, da envolvência dos alunos, professores, mas também na discussão sobre a formação inicial, na forma como os órgãos decisores de políticas educativas compreendem a lecionação artística, na formação contínua de professores no território e até nas ofertas aos cidadãos pelo estado como facilitador de cultura ou mesmo a desigualdade entre pequenos e grandes centros populacionais e o acesso que lhes é facultado às artes como fruição ou como área de interesse de estudo. Não, o nosso território e as pessoas que nele habitam não têm um acesso democrático à cultura e às artes. O estado falha num direito constitucional ao cidadão, o direito ao acesso igual à cultura. Mesmo assim, vemos como positivo o acesso à informação e a divulgação de bons exemplos e de práticas escolares, que ao invés de serem a exceção, deveriam ser a normalidade.

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