Agir pela Dignificação de EVT e ET


O projeto sobre Autonomia e Flexibilidade Curricular, ao atribuir às escolas autonomia para gerir as alterações e a organização de conteúdos, tempos e tipologia de aulas entre outras dimensões, vai no caminho que consideramos desejável. Contudo, o despacho que o sustenta suscita a nossa critica, uma vez que apresenta dissonâncias com os princípios orientadores da flexibilidade curricular enunciados, Assunção das artes, da ciência e tecnologia, do desporto e das humanidades como componentes estruturantes da matriz curricular das diversas ofertas educativas e formativas, por que tanto pugnamos.

A atomização curricular da área da Educação Artística e Tecnológica, 2º ciclo, em contraponto com a integração disciplinar emergente dos pressupostos do trabalho interdisciplinar e de projeto e, a interrupção da sequencialidade da disciplina de Educação Tecnológica nos diferentes ciclos de estudo escolaridade obrigatória, com a grave omissão desta no 3º CEB, coloca-nos numa posição de oposição. O que lastimamos!

Em 1990, há 27 anos, no Encontro Regional EVT no Porto.

 

Hoje, 2017, Encontro Nacional da APEVT no Funchal.

A APEVT salvaguarda-se no pressuposto que este projeto é aplicado em regime de experiência pedagógica, o que permitirá uma monitorização e avaliação, essenciais a uma reformulação que sustentará o processo de revisão do quadro legal, tendo em vista a generalização da flexibilidade curricular.

Cabe, também aos professores, nas suas escolas, lutarem pela área educativa a que pertencemos, tomando posições legitimadas pelo articulado do despacho.